domingo, 6 de maio de 2012

Estrutura geológica e o relevo do Brasil


Estrutura geológica e relevo do Brasil
Chamamos de estrutura geológica as rochas que compõem um determinado local e podem ser dispostas em diferentes camadas, ser de diferentes tipos, idades e originadas por distintos processos naturais. A importância da estrutura geológica depende das riquezas minerais a ela associadas e do seu papel na constituição do relevo e do solo do local.

O ponto de partida para compreender a estrutura geológica de um lugar é saber quais são os tipos de rochas predominantes. Dependendo do tipo de rocha, podemos reconhecer três tipos principais de estruturas geológicas:

*Escudos cristalinos ou maciços antigos: compostos de rochas cristalinas (ígneas, ou magmáticas, e metamórficas), são estruturas bastante resistentes e rígidas. De idades geológicas bem antigas (das eras Pré-Cambriana e Paleozoica), originam relevos planálticos e, eventualmente, algumas depressões (isto é, áreas rebaixadas).

*Bacias sedimentares: mais recentes que os escudos, datam das eras Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica. Constituídas por detritos acumulados e compostas de rochas sedimentares, originam planícies, planaltos sedimentares e depressões.

*Dobramento modernos: áreas que sofreram grandes dobramentos (elevações do terreno) em consequência de pressões originadas no interior do planeta, no período Terciário (era Cenozoica), e que formam relevo montanhosos jovens ou terciárias (Alpes, Andes, Himalaia, Rochosas e outras).

A estrutura geológica do relevo brasileiro é constituída por escudos cristalinos, que abrangem pouco mais de um terço (36%) do território nacional, e por bacias sedimentares, que ocupam cerca de dois terços (64%). Não existem dobramentos modernos no Brasil.

Como o território brasileiro é predominantemente tropical, com elevadas temperaturas, chuvas normalmente abundantes e reduzidas atividade geológica interna (vulcanismo, terremotos, dobramentos), os agentes que provocam maiores modificações no relevo brasileiro, além do ser humano, são o clima (chuvas, ventos, temperatura) e a hidrografia (rios).
As altitudes do relevo brasileiro, em geral , são modestas. Apenas dois picos se aproximam de 3 mil metros de altitude: o pico da Neblina (2 993m) e o pico 31 de Março (2 972m), ambos localizados próximo à fronteira do estado do Amazonas com a Venezuela.

Isso se deve à inexistente de dobramento modernos no Brasil, pois o território que atualmente configura o país não foi, durante o período Terciário, atingido pelos dobramentos que se verificam na costa oeste da América do Sul e deram origem à cordilheiras dos Andes. Além disso, a antiguidade dos terrenos mais elevados do país -os escudos cristalinos do período Arqueozoico – fez com que eles se desgastassem pelo constante processo erosivo, que modificou as formas de relevo mais salientes.
CHAPADA DIAMANTINA
Entretanto, o predomínio de baixas altitudes não significa que o relevo brasileiro seja predominantemente de planícies, como se pensava no passado. Na realidade o relevo brasileiro é constituído basicamente por planaltos, com alguns chapadões e serras, além de depressões. As planícies ocupam bem menos de um quinto do território nacional.

SERRA DO RIO DO RASTRO -SC
É importante lembrar que a diferença entre planaltos e planícies não está apenas na altitude, mas principalmente nos processos que constituíram essas formas. As planícies em geral são áreas mais ou menos planas, de baixa altitude e onde predomina a acumulação de material sedimentar. São áreas de sedimentação. Os planaltos são áreas mais acidentadas do que as planícies, embora bem menos do que as montanhas. Salvo raras exceções, apresentam altitude mais elevada do que as planícies e neles predomina a erosão ou desgaste. Desse modo, podemos dizer que as planícies são relevos em construção e os planaltos são relevos em destruição.
Muitas áreas outrora tidas, como planícies são, de fato, depressões ou planaltos de baixas altitudes (os planaltos sedimentares ou típicos). O maior exemplo é a planície Amazônica. Há alguns anos, costumava-se considerar planície toda a imensa área que margeia o rio Amazonas e seus afluentes (mais de 1600km², com altitude de 0 a 200m). no entanto, apenas cerca de 1% dessa área é, de fato, planície: os 99% restantes são depressões ou baixos platôs (áreas bastante aplainadas pela erosão, com inúmeras colinas).




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